Biópsia do Couro Cabeludo

punch

É o melhor exame para esclarecer a causa da queda do cabelo. Fornece informações da histologia da doença.  É muito útil na conclusão do diagnóstico. Principalmente, em situações que se suspeita clinicamente de alopecia cicatricial, tricotilomanias, alopecia areata, líquen plano ou situações de perda de cabelo inexplicável. Pode ainda, determinar o recrescimento na alopecia areata e na alopecia androgenética ou eflúvio telógeno de longa evolução.

Utilizando o Punch para realizar a biópsia

A biópsia por punch fornece com freqüência excelentes amostras. Foi um grande avanço, pois proporcionou um meio fácil de fazer biópsias de pele para diagnóstico das doenças do couro cabeludo.
A técnica consiste em assepsia, anestesia local e aplicação do Punch em  movimentos de rotação e pressão vertical para que o instrumento atinja a profundidade desejada, ou melhor a hipoderme. Logo em seguida segue a sutura.

biopsia1

O material coletado é enviado para o laboratório de patologia. Onde será examinado pelo médico Patologista.

Punch de 4 mm é o melhor para amostras de couro cabeludo

Fig. 22.5

Para os médicos

Realize a biópsia na área de eritema com pêlos visíveis, utilize punch de 4.0 mm ou mais e inclua o subcutâneo para obter os folículos desta região. Evite as áreas totalmente cicatriciais que não contém mais os achados característicos do processo primário. Para obter uma ferida elíptica que permitirá uma sutura mais fácil e estética recomenda-se estirar a pele no sentido perpendicular as linhas de langer e introduzir o punch (manobra de Whyte e Perry). Para alopécia androgenética recomendamos 2 biopsias com punch de 3.0 mm, para secções verticais e horizontais pelo patologista no laboratório.